Dólar sobe e euro desaba no câmbio externo; por aqui cena é tranquila

O mercado de câmbio está em ebulição no mercado externo, com o dólar subindo forte e o euro afundando. Mas, por aqui, a cena é relativamente tranquila, o que fica evidenciado pelo comportamento dos contratos futuros, que rondam a estabilidade.

Por volta das 13h20, o dólar para junho, negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), apontava estabilidade a R$ 1,626. O preço já havia subido a R$ 1,6325 e caído a R$ 1,6195.

Já no mercado à vista o dia é de ajuste na cotação, já que ontem, o preço do dólar comercial não acompanhou a firme alta do futuro, que aconteceu após as 16 horas. Com isso, o preço se ajusta nesta quinta-feira. Há pouco, o dólar comercial avançava 0,87%, a R$ 1,619.

Por aqui, a percepção é de que os estrangeiros continuam reavaliando posições. A percepção, segundo o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros, é de que o momento é de venda do “kit Brasil”, ou seja, compra de dólar e venda de ações na bolsa, em meio a crescente incerteza do mercado externo.

Nas praças internacionais o discurso é de preocupação com o ritmo de crescimento da economia global após dados pouco animadores nos Estados Unidos e Europa. Também se observa com atenção o que China, Índia e outros emergentes podem fazer para conter a inflação. A percepção é de que novas medidas restritivas serão tomadas, o que derrubaria a demanda por commodities e outros ativos.

Captando bem esse ambiente de incerteza, o índice de commodities CRB afundava 3,76%, para 345 pontos. Neste começo de mês, o índice já perdeu mais de 6%. Forte queda, também no preço do petróleo. O barril de WTI recuava 6,17%, a US$ 102,5. Há uma semana o contrato beirava US$ 115.

No câmbio externo, o euro tem forte baixa, caindo 1,66%, para US$ 1,457, depois da falta de sinalização por parte do Banco Central Europeu (BCE) quanto a novas elevações na taxa de juros.

Os agentes não chegam a um consenso sobre a fala do presidente da instituição, Jean-Claude Trichet, sobre se a taxa sobe em junho ou julho. Atualmente, o juro da região está em 1,25%.

Enquanto vendem euro e commodities, os agentes remontam posições em dólar. O Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 1,24%, a 73,94 pontos, depois de fazer mínimas não registradas desde meados de 2008 durante a semana passada.

Fonte : Valor Online

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