Eleições : Governo é atacado no último debate na TV

Entre uma e outra crítica ao PT, o time de cada candidato adotou a estratégia de apostar na direção em que havia mais condições de obter votos e acertar o ponto fraco do adversário. Ao abrir o segundo bloco, por exemplo – quando o candidato podia escolher o assunto a ser abordado –, Dilma agiu para frear qualquer tentativa de crescimento de Marina. Perguntou sobre infraestrutura – em especial, hidrovias e ferrovias. Queria, segundo a estratégia montada à tarde com assessores, poder falar das suas propostas e deixar nas entrelinhas preservação ambiental versus obras.

Marina respondeu pregando uma proposta mais abrangente na infraestrutura e, quando chegou a sua vez de perguntar, dirigiu-se direto a Serra, atirando para ver se conquista uma eventual vaga no segundo turno, que hoje estaria nas mãos do tucano. Serra, que criticou o governo em todas as oportunidades, aproveitou para falar dos projetos que fez como governador de São Paulo.

Morno, o debate não conseguiu catapultar nem mesmo o franco-atirador Plínio de Arruda Sampaio, estrela de encontros anteriores. O candidato do PSOL improvisou na maioria das vezes, usou um longo tempo para pedir votos aos deputados da sua legenda e abordou a questão das doações de campanha. Nesse momento, a resposta de Dilma provocou risos da plateia: “Nossas doações oficiais estão registradas”, iniciou. Diante da manifestação do público, a candidata do PT, irritada, respondeu: “Nossas doações são todas oficiais. Lamento o riso de quem tem outras práticas”, emendou, encerrando o segundo bloco.

Plateia

Os risos vieram de uma plateia realmente seleta. No estúdio, estavam apenas os convidados da TV Globo e dos partidos. No lado direito, ficou o PSOL, seguido pela equipe petista, o candidato a vice de Dilma, Michel Temer (PMDB-SP); o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB); ministros do governo, como Márcio Fortes (Cidades), Márcia Lopes (Desenvolvimento Social) e Nilceia Freire (Secretaria das Mulheres). Mais adiante, no auditório, no lado esquerdo, os convidados da emissora e, na parte mais à esquerda da arena, os tucanos, que compareceram em peso, com destaque para Aécio Neves (PSDB-MG), candidato ao Senado; Geraldo Alckmin (PSDB), candidato a governador de São Paulo. “Este debate é decisivo. Há uma onda que surge, um sentimento pelo segundo turno. Para o Brasil, seria excepcional o segundo turno, candidatos sem biombos, sem proteção excessiva”, disse Aécio.

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