A arrecadação tributária total do Brasil apresentou crescimento médio de 17,22% no primeiro semestre deste ano, segundo revelou o Ivat (Índice de Variação da Arrecadação Tributária), divulgado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário) nesta quarta-feira (17).
Somente em junho, o índice teve expansão de 23,76%, o maior registrado nos últimos seis meses. Outros destaques do período foram os indicadores de janeiro e fevereiro, que chegaram a 19,6% e 15,95%, conforme é possível verificar na tabela abaixo:
Arrecadação Tributária
Meses………………IVAT
Janeiro ……………19,6%
Fevereiro…………..15,95%
Março………………15,19%
Abril………………15,56%
Maio……………….13,02%
Junho………………23,76%
Primeiro semestre……17,22%
Fonte: IBPT
Sobre o Ivat
Vale destacar que o cálculo do Ivat considera a variação nos tributos arrecadados nas três esferas do poder – federal, estadual e municipal. O método de medição econômica e inflacionária apura percentualmente a variação da arrecadação de tributos mensal.
Os dados indicam ainda que, no período de 12 meses, de julho de 2010 a junho 2011, o IPCA- IBGE cresceu 6,71%. Neste período, o crescimento real da arrecadação tributária foi de 9,88%.
“O Ivat é um importante comparativo para medir o reflexo da arrecadação tributária na economia brasileira, uma vez que os tributos integram o cálculo do PIB, seja pela ótica da produção (Impostos Líquidos sobre Produtos) ou pela ótica da demanda e renda (Impostos Correntes sobre a Renda e o Patrimônio)”, explicou o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.
Ele acrescenta ainda que, como tem acontecido em quase todos os anos, a pesquisa constata que estamos diante de um aumento substancial na arrecadação tributária do País. “Esperamos que esse contínuo arrocho fiscal possa se transformar em investimento público que melhore a qualidade de vida da população”.
Por fim, o Ivat, que tem sendo aplicado pelo IBPT desde 2001, comprova que a arrecadação tributária do País vem aumentando, com algumas oscilações em razão da crise de 2008 refletida no índice de 2009, que ficou em 0,95%. Em 2010, o indicador voltou a crescer, ficando em 19,52%.
Fonte : Cenofisco
